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Poesías por Rafael Gallardo - Poema de la culpa

Poema da culpa

José Angel Buesa

POEMA DA CULPA

Eu a amei, e era de outro, que também a queria.
Perdoa-a Senhor, porque a culpa é minha.

Após ter besado seus cabelos de trigo,
nada importa a culpa, pois não importa o castigo.

Foi um pecado querê-la, Senhor, e, no entanto
meus lábios estão doces por esse amor amargo.

Ela foi como uma água calada que corria...
Se é culpa ter sejam, toda a culpa é minha.
Perdoa-a Senhor, tu que lhe deste a ela
seu frescura de chuva e esplendor de estrela.

Sua alma era transparente como um copo vazio.
Eu o enchi de amor. Todo o pecado é meu.

Mas, como não a amar, se tu fizeste que fosse
turbadora e fragante como a primavera?

Como não a ter amado, se era como o orvalho
sobre a yerba seca e ávida do estío?

Tratei de recusá-la, Senhor, inutilmente,
como um surco que tenta recusar a simiente.

Era de outro. Era de outro, que não a merecia,
e por isso, em seus braços, seguia sendo minha.

Era de outro, Senhor. Mas há coisas sem dono:
As rosas e os rios, e o amor e o sonho.

E ela me deu seu amor como se dá uma rosa,
como quem o dá tudo, dando tão pouca coisa...

Uma embriaguez estranha venceu-nos pouco a pouco:
ela não foi culpado, Senhor... nem eu também não!

A culpa é toda tua, porque a fizeste bela
e deste-me os olhos para olhá-la a ela.

Toda a culpa é tua, pois me fizeste covarde
para matar um sonho porque chegava tarde. 

Sim. Nossa culpa é tua, se é uma culpa amar 
e se é culpado um rio quando corre para o mar.

É tão bela, Senhor, e é tão suave, e tão clara,
que seria um pecado maior se não a amasse. 

E, por isso, me perdoa, Senhor, porque é tão bela,
que tu que fizeste o água, e a flor, e a estrela,

tu, que ouves o lamento desta dor sem nome,
tu também amá-la-ias, se pudesses ser homem!

Biografia Miguel Angel Buesa
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